Aristides Ferreira Filho é o filho caçula de uma família de oito irmãos no interior de Minas. Muito embora os tempos não fossem fáceis na infância e juventude e, em sua maturidade, viesse a conhecer o ofício da carreira militar em vários escalões sob as mais diversas nuanças que impõe a farda, principalmente, pelo convívio constante com os perigos de uma metrópole, a percepção que temos é a de que seus textos têm a leveza do olhar de quem contempla espirituoso e bem humorado todos aqueles incidentes que o tornaram um homem de fé – que é como ele próprio se define.
O cidadão, hoje, belorizontino com orgulho soma mais uma OBRA literária resgatando momentos vividos no universo interiorano.
O escritor em meio a educação rústica e disciplina severa daqueles tempos encontrou no destino literário outro resultado. Em textos vigorosos e dotados de fluidez e simplicidade, cativa o leitor pela constante e permanente atmosfera humorística e uma boa dose de ironia.
Uma trama bem pensada como aquela dos enredos policiais. Em “Gaveta assassina”, ele mostra como é exímio no compor de personagens e dá a toda a narrativa uma experiência de concisão e propicia como sempre um belo desfecho.
Como sempre aplicou aos seus textos um pouco das suas vivências no âmbito militar nunca deixou passar o leitor da página sem uma lição que compensasse a leitura.
Assim, o que é fato e o que é ficção, dentro da sua jornada autobiografia, escondida no sequenciar de seus contos, propomos ao leitor da Nova Coletânea uma investigação em seus textos “Dona Miquita”, “O caso do Motoqueiro Fantasma” entre outros para saber até que ponto o autor transferiu o plano da realidade para o plano ficcional.
A obra desse escritor emergente merece nossa grande atenção. Segue como tendência a produção intensa de novos autores, porém o brilho daqueles que têm talento sempre sobressairá. E por se uma modalidade pouco estudada merecerá de nós maior atenção e cuidado.
Sempre estaremos aqui divulgando esses novos talentos. Aristides estára no livro "Livre Pensar Literário" da Nova Coletânea.
Bruno Resende Ramos - Professor formado em Letras e Artes pela UFV














































